Módulo 3
Equipe no Campo da Educação
Os recentes e significativos avanços tecnológicos vêm demonstrando o quanto esses recursos podem facilitar novas formas de estabelecer relações interpessoais, de pensar, de questionar valores, de produzir e propagar conhecimento. Nesse sentido, o processo educativo sofre alterações nas trocas sociais. Isso porque os formadores passam a ter como papel principal o de orientar, de fornecer suporte teórico, de lançar desafios que sustentem as atividades de aprendizagem dos alunos, privilegiando assim, as práticas coletivas.
Diante do exposto, vale destacar a importância da apropriação dos recursos digitais pelo docente. Conhecer as potencialidades destes recursos poderá qualificar a prática pedagógica do professor. Aliado a isso está a importância do desenvolvimento de uma ação reflexiva, a qual compreende o planejamento, a execução e a avaliação dos processos desenvolvidos. Sem isso, inexiste a articulação das estratégias em relação às variáveis inerentes ao processo educacional, inviabilizando, assim, o atendimento às diferentes necessidades e potencialidades de cada um dos alunos envolvidos (ZABALA, 1998).
O sucesso de uma interação tem estreita relação com o interesse dos indivíduos sobre o assunto (BECKER, 2003). Além disso, é importante investigar a presença ou ausência de relações de egocentrismo, coação e cooperação. A troca social depende fundamentalmente da articulação e coordenação das proposições dos sujeitos envolvidos, caso contrário essa relação fica regida por uma situação de desequilíbrio. A situação de desequilíbrio também pode acontecer quando um indivíduo adota o ponto de vista do outro não de forma espontânea, mas sob efeito de sua autoridade ou prestígio, caracterizando assim, uma situação de coação. Para o processo de troca interindividual, prevista no trabalho em equipe, essa situação pode configurar a aceitação da contribuição de um colega na produção, sem necessariamente haver concordância dos demais participantes. Logo, no que tange à prática docente, entende-se que esta deve aprender a reconhecer e escolher ações que tenham chance de produzir resultados cognitivos, transformando, assim, as estruturas de conhecimento de cada sujeito (BECKER, 2001). Destaca-se que não é qualquer ação que proporciona transformações cognitivas, e sim uma ação significativa, que tenha sentido para o sujeito, que o faça pensar sobre o que fez e sobre o próprio pensamento.

